e no cume da vida, é luz que te abraça!
sábado, 18 de abril de 2015
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
domingo, 22 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
domingo, 15 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Real Gabinete Português de Leitura, RJ
Uma pena a qualidade da fotografia ser tão baixa...
Ainda assim, e para os mais curiosos, http://www.realgabinete.com.br/
Ainda assim, e para os mais curiosos, http://www.realgabinete.com.br/
sábado, 7 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
sábado, 4 de outubro de 2014
Manifesto pró-Negreiros
Como é possível tamanha mobilização em torno de uma corrente que é,
tão-somente, uma verdadeira porcaria?! Como é que figuras destacadas –
sumidades – da nossa praça se envolvem num circo destes? Será que as pessoas
que aparecem, que dão a cara e até elogiam, estarão a par do que ali é grafado para
todo o sempre? Não quero crer!
QUE RENASÇA O MANIFESTO DO NEGREIROS! ABAIXO TODOS OS DANTAS QUE POR AÍ
PROLIFERAM!
(…)
SABERÁ GRAMMATICA, SABERÁ SYNTAXE, SABERÁ MEDICINA (…) SABERÁ TUDO MENOS
ESCREVER QUE É A ÚNICA COISA QUE ELLE FAZ! (…)
Com estes novos Dantas, meus caros, garantidamente, nem gramática, nem
sintaxe, nem medicina, nem escrever, nem nada…
(…)
UMA GERAÇÃO QUE CONSENTE DEIXAR-SE REPRESENTAR POR UM DANTAS É UMA GERAÇÃO QUE
NUNCA O FOI. (…)
Sinto-me indignado; não me revejo nesta geração e por isso refuto! Não por
falta de fortuna, muito menos por cobiça, antes porque estou farto destes tudólogos que se julgam sabedores das
verdades universais, assim como destes achistas
que, nada sabendo, acham sempre qualquer coisa acerca de tudo! Não me alinho
nesta maioria decrépita, nem nestes ideais caducos; não pertenço à pluralidade da
‘palmadinha nas costas’.
Talvez seja mesmo um tolo porque me insurjo contra
estas tolices, no entanto, resta-me o sossego de perceber que, como eu, haverá
por aí mais uns quantos tolos e juntos, qualquer dia formaremos a minoria da tolice!
Fotografia: expressodalinha.blogspot.com
Telmo R. Nunes
a 04/out/2014
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
in Açoriano Oriental
A obra O Carcereiro da Vila e Outras Estórias, da autoria do ‘Mestre’ Tomaz de Borba Vieira
surgiu-me quase por um acaso. Aliás, será por esse feliz acaso que agora se dá
este caso mas, previno, ao contrário do enunciado na obra, onde a narradora
inicial seria “(…) trôpega na idade, mas ágil na arte de dizer.”, aqui encontrarão um trôpego, não pelos
anos que carrega, mas antes em virtudes, especialmente as literárias que lhe
escapam mais do que desejaria, pelo que faltar-lhe-ão, com toda a certeza, palavras
suficientemente ajustadas ao comentário que agora é encetado.
As narrativas, oito no
total, são de uma riqueza sublime! Revestidas de uma amálgama de temas, de
cheiros e ambientes, de uma sucessão de personagens e espaços, de uma fusão
exímia de perspetivas entre verdades que são nossas – açóricas – e um todo
universal, advindo, por certo, da mundividência angariada ao longo de anos em
viagem: se nos deparamos com um “Zé do Pico”, pescador e ex-combatente
colonial, ou um repatriado de nome “John”, batizado João antes da família
emigrar para a América, encontramos também um “Gino Martelli”, cozinheiro de
profissão em Itália e especialista em “História
e Estética da Escultura Florentina”. Tomaz consegue então ‘ser ilha’ sem nunca
renunciar uma indelével cosmovisão, o que lhe enobrece sobremaneira o ser
ilhéu!
Além das temáticas, o autor destaca-se
também na minúcia do detalhe conseguindo, assim, sobrelevar o texto a um
realismo que diria, quase sensorial. Em Bus
Stop, por exemplo, – narrativa
dedicada a Daniel de Sá – o personagem, a quem se chama apenas o homem, “porque
não interessa o nome dele” “(…) viajava
de tal maneira apertado que não precisava procurar apoio para se equilibrar
(…)”, assim como os “sons [que] voavam em todos os sentidos, rente às orelhas
(…)”. Desta forma, torna-se praticamente impossível ao leitor fugir ao incómodo,
ao aperto ou ao barulho; Tomaz consegue com uma perícia indizível transportá-lo
para dentro da narrativa e transformá-lo num dos passageiros daquele autocarro
pejado de gente, trespassado por sons e povoado por cheiros, maus cheiros,
arrisco…
Ainda a propósito desta
narrativa, torna-se interessante salientar o recurso do autor a uma técnica de
escrita muito pouco frequente, mas utilizada com um brilhantismo soberbo. A
determinada altura, o protagonista – o homem – “(…) decidiu, sem mais
desculpas, abandonar [a] estória. (…) [desistiu] de continuar em cena (…)” e,
num ápice, cedeu o seu lugar ao narrador que o desempenhou até à conclusão da
narrativa. Uma transição curiosa, geradora de uma perturbação quase
inexplicável…
O
Carcereiro da Vila é ainda e também
um espaço de declarada e acérrima recriminação política e ideológica. Quer na
narrativa que empresta título ao livro, quer em Noites de Moscovo são criticadas com crueza (e com um refinado
humor, diga-se) não apenas a ditadura salazarista, como também a incompetência
das instituições que a serviam. Colocam-se em evidência as agruras e
represálias impostas à pessoa que, de certa forma, se afastasse dos cânones
impostos, o que a transformava em “inimigo do Estado (…) que convinha ser
mantida debaixo d’olho.”, ou “O facto
de a polícia estar convencida fosse lá do que fosse, era igual a estarem
confirmadas todas as provas disso mesmo…”.
Além
de toda a riqueza temática e textual, há que evidenciar, ainda, a qualidade das
ilustrações realizadas pelo próprio Tomaz de Borba Vieira. Neste território tão
distinto da arte, dá-se o infeliz acaso de pouco poder explanar, já que, embora
seja admirador confesso, o meu conhecimento é manifestamente curto para o poder
fazer com alguma segurança. No entanto, devo dizer que foi um verdadeiro gáudio
poder desfolhar o livro e perceber na imagem a interpretação feita a partir do
texto, o que revela, no mínimo, uma perícia ímpar por parte do ilustrador, já
que é também isso que se espera de uma boa ilustração textual.
Por tudo quanto fica
supradito, ainda bem que, por acaso, se deu o caso de me encontrar com O Carcereiro da Vila; foi, deveras, um
acaso muito bem-vindo.
Vale a pena ler autores
açorianos!
Telmo Rodrigo Nunes
a 12 de setembro de 2014
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Os dias de hoje são deveras constrangedores: serei assim tão mau professor?
(porque há painéis formativos de reduzido interesse, há que ocupar a mente com os que valeram a pena, ou não…)
I - Tantas têm sido as vezes que me
tem assolado a ideia da ubiquidade, para que pudesse ter a oportunidade de
comprovar in loco os resultados de
algumas estratégias educativas apregoados por alguns colegas de profissão.
Apetece-me mesmo questionar esta
gente sobre o que fazem tamanhos talentos integrados em programas alternativos,
ou quem terá sido o incompetente que avaliou aqueles ‘piquenos’ génios. Não o faço
porque imagino que terá sido a mesma pessoa que adulterou/alindou o produto
final do trabalho desenvolvido pelos alunos, e isto em função de uma bela
fotografia que tão bem ilustra aqueles “magníficos” powerpoints, agora apresentados.
Não me parece nada razoável
tamanha intervenção do professor no trabalho dos alunos: há que orientar,
corrigir, até sugerir, mas calma… o trabalho terá de ser desenvolvido por eles
e, inevitavelmente, terá de ser avaliado pelo docente – seja todo o processo,
seja o produto final. Como conseguirão estes colegas avaliar o trabalho que eles
próprios desenvolvem?
II - Por outro lado, a Escola
Inclusiva e a imperiosa demanda pela equidade.
No que a este aspeto concerne,
devo confessar que concordo com os pressupostos que me foram apresentados pela
enésima vez: a qualidade da Educação (e não digo aprendizagem) terá de assentar
em noções como a igualdade, a garantia de direitos, participação, a
socialização, entre outros. Não devemos sobrevalorizar nem desenvolver a nossa
prática docente em função do que efetivamente não conduz aos resultados
esperados (e não me refiro apenas a classificações mensuráveis quantitativamente).
Recordo e reproduzo uma frase recente : “valorizamos o que medimos, ou medimos
o que valorizamos?”
Se nos restringirmos apenas a uma
visão teorizada, tudo quanto se expressa acerca da equidade e da inclusão na escola poderá
ser muito válido e de reconhecida mais-valia. No entanto, e afastando desde já
qualquer noção de censura ou crítica, constato que académicos que tão bem
defendem esta linha de pensamento andam, há muito, longe da realidade das
nossas escolas, ou ressalvo, longe da realidade das escolas que eu conheço.
Apontam medidas conducentes ao sucesso, elencam estratégias e conteúdos a
priorizar, sugerem disposições profícuas, mas talvez andem arredados do
essencial: a VONTADE do aluno!
Falam em diferenciação - muito
bem, é feita!
Em diagnósticos - muito bem, são feitos!
Em organização de trabalho
individual - muito bem, é feito!
Em planeamento consoante ritmos
diferenciados - muito bem, é feito!
Em motivação - muito MAL, mas é
feito!
Os docentes – pelo menos todos os
que me rodeiam (excetuando, talvez, os referidos no primeiro parágrafo) – são
os maiores ‘construtores’ de motivação que conheço ou ouvi falar. Nós fazemos o
pino, se necessário, para que os nossos alunos se sintam imbuídos e/ou
absorvidos por um ambiente favorável ao processo de ensino e, ainda assim, há
sempre uns quantos que categoricamente não querem aprender. É disso mesmo que
se trata: NÃO QUEREM APRENDER! Fazem firme questão de ser menos inteligentes e,
se possível, procuram fazer-se acompanhar por toda a turma…
Quantas foram já as ocasiões do Não quero saber nada disso; Não faço e não
és tu que me obrigas; Para que servem essas merd@s?; entre tantas outras…
Educação e equidade são então
noções que deveriam mesmo deixar o domínio da utopia, mas não sendo eu como os
colegas de quem vos dei conta no início do texto, parece-me que proximidade
entre elas reside apenas e somente nos dicionários de língua Portuguesa.
De resto, tentemos ser todos os
dias um pouco melhores, e, a todos, um bom ano letivo!
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
quarta-feira, 30 de julho de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
sábado, 12 de julho de 2014
Divino Espírito Santo em Ponta Delgada
sexta-feira, 11 de julho de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
terça-feira, 10 de junho de 2014
segunda-feira, 2 de junho de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
quinta-feira, 8 de maio de 2014
sábado, 12 de abril de 2014
quinta-feira, 10 de abril de 2014
in Açoriano Oriental
“Não serve de desculpa. Há pessoas em situações piores e não se metem
na droga, mas, como tenho experiência com droga, tenho este escape."
In publico.pt 25/08/13
Numa altura em que a pobreza
espreita a cada esquina, e o desemprego emerge de um momento para o outro; numa
época em que a depressão familiar e a inversão de valores se entranham pelas
frinchas mal calafetadas da vida e, num período em que o Estado Social parece
condenado ao desaparecimento, muitos têm sido aqueles que, caídos em desespero
e sem esperança de amparo, buscam na fugacidade de um consolo intrujão o
alienar dos problemas quotidianos. Partem na ânsia do esquecimento, na
esperança do reencontro com momentos prazerosos e, invariavelmente, aterram nas
agruras mais vis que se possam imaginar.
Fruto de toda esta conjuntura começa
a ser por demais conhecida, e até bastante alarmante, a massificação de
recaídas de muitos dos sobreviventes ao flagelo das drogas nos idos anos 80 e
90 do século passado, com especial incidência nos casos de heroinómanos.
Descobrir uma veia onde ainda
seja possível receber com aquele agrado
a fininha agulha e… deixar-se ir… partir numa jornada traiçoeira em busca da
doce euforia voltou a ser a rotina de milhares de pessoas.
Em Portugal, na época áurea
destes consumos, não obstante todas as políticas de combate (e algumas bem
agressivas, que resultaram mesmo em cisões sociais entre os que olhavam os
toxicómanos como doentes e os outros que os viam como meros criminosos), 1% da
população consumia ou consumira então heroína, pelo que encontrar uma família
onde esse flagelo não se fizesse sentir, revelava-se uma tarefa complicada.
Lia-se que a heroína não sendo exclusiva dos “feios, porcos e maus”, era uma
epidemia transversal à sociedade, agravada por todos os outros problemas
associados: absentismo escolar, roubos, tráfico, alcoolismo, VIH, hepatite C,
overdose… morte! Segundo João Goulão, – diretor-geral do Serviço de Intervenção
nos Comportamentos Aditivos e Dependências – “duas gerações foram dizimadas por
consumos descontrolados”, e muitas mais seriam desse-se o caso de não se
concluir atempadamente que a prevenção, assim como o acompanhamento destas
pessoas deveriam ser permanentes na agenda política do nosso país. Com efeito,
deu-se um pequeno brilharete: reduziu-se a percentagem de mortes por consumo de
heroína a 0,5% da população, o que provocou de imediato a vinda de
especialistas mundiais ao nosso país.
Na atualidade constata-se que o
número de novos consumidores de heroína não é significativo, – os novos
toxicómanos optam por um policonsumo que, não sendo tão agressivo como o da
heroína, levanta também algumas discussões bem urgentes – mas a questão
agudiza-se se nos cingirmos ao atual número de recaídas dos que há duas ou três
décadas atrás eram os junkies que
semeavam o medo pelas principais ruas das nossas cidades. Hoje, toxicodependentes
com 40 ou 50 anos de idade, assim como os seus médicos acompanhantes e outros
responsáveis, apontam a situação de crise económica como um dos principais
fatores para estas recaídas: o difícil acesso aos cuidados de saúde, e o fim de
alguns apoios têm dificultado em larga medida a recuperação plena destes
indivíduos, e estarão na origem do triplicar das recaídas.
Numa sociedade onde a escassez de
dinheiro impera, a capacidade de resposta destes serviços tão especializados
tem, inevitavelmente, falhado, o que condiciona sobremaneira o tratamento
continuado destes indivíduos. Se antes se assistia, por exemplo, à
discriminação positiva destas pessoas em recuperação, nomeadamente em termos de
empregabilidade, dizem os responsáveis que face à taxa de desemprego
generalizada “não existe o à vontade necessário para que se batam por esta
questão”.
Outrora apontado como o inimigo
público número um, e gastos milhões em prevenção e apoios sociais, o consumo
desta droga parece agora suscitar pouco interesse nas pessoas com
responsabilidades políticas. É certo que outras necessidades bem mais prementes
estão na calha – há hoje gente a passar fome – no entanto, urge a
disponibilização de esforços, a articulação de estruturas de saúde que
garantam, uma vez mais, respostas eficazes a estas pessoas. Importa impedir o
recrudescimento deste flagelo, sob pena de assistirmos ao ruir de todo o
esforço financeiro e social feito por aqueles que antes de nós tanto
trabalharam pela erradicação do consumo desta maldita heroína!
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