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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Os TPC'S e as pautas, por Joaquim Machado

.:: Açoriano Oriental::.
1.05.17


Numa altura em que o apelo à mudança é vindo de todos os quadrantes, é bom vincarmos ou, pelo menos, alertarmos que há mutações que não fazem qualquer sentido...

(Permitam-me que adite que, felizmente, na segunda metade da década de 80, ainda era este o quotidiano vivido pelas crianças em idade escolar. Ainda bem!) 

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A propósito da obra "30 Crónicas", de Emanuel Jorge Botelho

"30 Crónicas"  Vol. I e II
Emanuel Jorge Botelho com ilustrações de Urbano
Letras Lavadas | Artes e Letras 
Consta que os primeiros marinheiros que cá chegaram, deram a ilha como desabitada.
Redondo engano.
Deus já cá estava. Há muito tempo. 

Escritas pelo professor Emanuel Jorge Botelho, estas crónicas surgem-nos como um verdadeiro mapear de vivências tidas ao longo dos anos e em primeira pessoa: umas derivadas desde a memória da infância, outras tidas a partir da idade adulta, e sempre acolhidas geograficamente pela bela cidade de Ponta Delgada... Pautadas por temas recorrentes como afinidade paternal, o vínculo psicológico ao mar e sempre a relação com Deus, Emanuel Jorge Botelho oferece-nos um manancial de textos escritos em uma prosa poética como há muito não lia, e ao alcance de muito poucos... Uma belíssima surpresa!

quinta-feira, 9 de março de 2017

A Propósito da Promoção de Autores Açorianos - (re)conhecendo Daniel de Sá

.::Espaço Daniel de Sá - Biblioteca Daniel de Sá, Ribeira Grande::.
Independentemente do que se possa sentir pela Literatura produzida nos Açores, pelos autores açorianos ou, até, pelo Plano Regional de Leitura, assim como pelo seu estado de aproveitamento prático ou comercial na Região Autónoma dos Açores, permitir-me-ei rememorar que, felizmente, os escritores açorianos continuam a ser muito bem tratados pelos professores de Português das nossas escolas. 
Embora presuma que o oposto também possa ocorrer, acredito que, na grande maioria das escolas, e porque assim o merecem, estas figuras maiores da Literatura portuguesa são muito acarinhadas, quer por alunos, quer pela generalidade do pessoal docente. 
Alicerçando a minha concepção a partir de uma realidade que conheço e da qual faço parte integrante há já alguns anos – mesmo sendo de origens continentais – sei que são colocadas em prática diversas atividades específicas de promoção da Literatura produzida pelos nossos autores açorianos. A cada ano letivo são trabalhados muitos nomes, seja a nível biobibliográfico, seja a partir da sua própria produção textual, no apoio ao desenvolvimento de competências fundamentais. 
Sob a orientação dos professores de Português, algumas destas atividades são realizadas pelos alunos, em estreita colaboração com os próprios escritores ou familiares destes. Outras são levadas a efeito com a cooperação de Bibliotecas e outras entidades exteriores à escola, sempre tão prestáveis no momento do desenvolvimento da literacia dos nossos alunos. Refiram-se, também, os sempre enriquecedores encontros de alunos com autores, onde se incendeiam de curiosidade auditórios a abarrotar. Não menos importantes são as atividades desenvolvidas no interior das salas de aula, onde o professor de Português coloca em prática a silenciosa responsabilidade de difundir junto dos mais jovens aqueles “textos açorianos” de reconhecida qualidade literária.
Este ciclo letivo, Antero de Quental, Vasco Pereira da Costa, Madalena San-Bento, Joel Neto e, reiteradamente, Daniel de Sá, entre outros, foram já nomes incluídos no universo literário dos alunos da minha escola e, poder-se-á lembrar que «a procissão ainda vai no adro», pelo que, ler autores açorianos está, mesmo, na moda!
A todos, boas leituras…
Telmo R. Nunes

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

In Açoriano Oriental

O Labirinto dos Espíritos 
Voltei à grande ficção espanhola, e propus-me encerrar a leitura da tetralogia,O Cemitério dos Livros Esquecidos, iniciada em 2001, pelo autor catalão Carlos Ruiz Zafón. Depois de A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu, Zafón brinda-nos com O Labirinto dos Espíritos, e encerra com chave de ouro uma das mais lidas e traduzidas sagas literárias contemporâneas. Neste tomo, o enredo revisita os locais mais recônditos e, de alguma forma, mais tenebrosos da cidade de Barcelona, e tem como ponto de partida a Guerra Civil espanhola, e a ascensão do “Generalíssimo” Franco, a Chefe do Estado-Maior. Como mote à narrativa, e numa mescla entre realidade e ficção, Zafón serve-nos uma Barcelona impiedosamente bombardeada pela aviação italiana – ao serviço do Exército Nacionalista espanhol –, em março de 1939, e, partindo daí, corporiza um extraordinário enredo sustentado em personagens fantásticas e por um discurso cáustico e profundamente crítico sobre a sociedade política que sustinha o antigo Regime franquista.
Oferta da Planeta Editora
Segundo crê o autor, nesse período histórico,“A meritocracia e o clima mediterrâneo são necessariamente incompatíveis (…)”, e, pela sua mão, são trazidos à montra atual toda a corrupção, nepotismo, opressão e amiguismo político, vividos à época. São expostas, ainda, todas as atrocidades que se cometiam, impunemente, em prol do “bem nacional”, com especial incidência para os crimes praticados pelos responsáveis pelo sistema judicial, conferindo o autor particular ênfase àqueles perpetrados nas entranhas da Cadeia de Montjuïc, o cárcere de quase todos os opositores políticos ao regime ditatorial do caudilho espanhol. Neste romance, Zafón presenteia os seus leitores com aquele ambiente mágico de verdadeiro mistério e aventura que marcara, de forma indelével, os três volumes que lhe antecederam. Tal como nos outros, também aqui são criadas expetativas e lançados engodos aos leitores mais incautos, assim como são vários os momentos de dramatismo, sem esquecer, ainda, aquela comicidade fina já distintiva da sua narrativa, especialmente repercutida pela personagem de Firmín Romero de Torres, o autodenominado “assessor bibliográfico da Livraria Sempere”, e inveterado apreciador de Sugus. Em O Labirinto dos Espíritos, estamos diante de uma trama riquíssima, apurada, pujante e perfeitamente coerente. É uma narrativa que, paulatinamente, vai desfiando outras pequenas narrativas e, à medida que desenvolve, vai encorpando e ganhando cada vez mais forma e sentido. Embora surjam novas personagens (algumas das quais personagens tipo, arrisco), muitas das que aqui encontramos são já nossas conhecidas dos romances que integram este ciclo. Não obstante, e tal como nos é recordado numa nota anterior ao texto, esta é “uma história fechada, independente e válida por si só”. Carlos Ruiz Zafón afirma-se, cada vez mais, como um sério candidato a sucedâneo europeu de Gabriel García Márquez, no que à qualidade descritiva concerne. Se com o desenrolar de algumas das narrativas de Gabo é verdadeiramente possível ‘sentir na pele’ o calor tórrido da pequena aldeia de Macondo, ao ler Zafón não será menos provável perceber na tez a carícia da névoa densa e fria que, por muitas vezes, se abate sobre as Ramblas barcelonesas.

 Telmo R. Nunes a 5 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

In Açoriano Oriental





- Se eu fosse Deus, não teria feito o Mundo assim.
 (in E Deus Teve Medo de Ser Homem)
Escrita pelo professor Daniel de Sá, esta novela apresenta-se como um documento singular, factualmente rico, e de tributo a um povo perseguido, humilhado e, repetidamente, dizimado! A história do povo judeu é-nos aqui descrita em dois planos temporais distintos. São relatados dois momentos históricos de persecução, de aniquilamento, de subjugação.
Resistindo a um arranjo cronológico fácil, Daniel de Sá intercala o seu relato,dando-nos conta quer do extermínio judeu levado a efeito pelos alemães Nazis de Hitler, em pleno Holocausto, ou «[…]“Shoa”, a palavra hebraica que os Judeus, mais propriamente do que nós, usam para designar o “Holocausto”, e que significa “Catástrofe”.», quer do aniquilamento exercido pelos romanos, quase dois mil anos antes de II Grande Guerra Mundial.
O autor centra a ação da novela nas atrocidades cometidas no Campo de Concentração de Auschwitz, e brinda-nos com um relato emocionado, vivo, comprometido com o descrito, o que não deixa de ser revelador da sua enorme sensibilidade e humanismo. Como referiu Joaquim Matos numa recensão à obra «Ele fala-nos das coisas como se as tivesse vivido, como se as tivesse sentido em situações concretas, com as feridas delas decorrentes ainda abertas, no corpo e na alma.».
Por outro lado, Daniel de Sá consegue, de forma singular, intercalar factos de enorme relevância histórica para a Humanidade, com a ficção que vai, paulatinamente, imprimindo no seu discurso: «[…] o que acontece na novela de Daniel de Sá é o equilíbrio perfeito entre o historiador e os factos históricos e entre o ficcionista e a ficção.*».
Pela voz de Aharon Csánady Halévy, ou melhor dito, pelas memórias do padecimento deste sobrevivente ao Holocausto, Daniel de Sá parte para uma profunda análise sobre a condição humana, sobre os limites de sofrimento que poderá um homem experienciar no limite da sua vida, e sobre a implicação dos mesmos na sua existência posterior: «A minha debilidade era tão grande que julgava que morria a qualquer momento.».
O autor conduz-nos, então, à reflexão sobre este padecimento através de um conjunto de memórias escritas pelo próprio Aharon. Paradoxalmente, a personagem tê-las-á escrito para delas se esquecer e, de alguma forma, se libertar de um passado medonho, aceitando-o, irremediavelmente: «Um homem não pode nunca esquecer voluntariamente. No entanto, eu quis fazê-lo, como quem apaga umas páginas mal escritas, mas quanto mais tenta o esquecimento por refúgio mais recorda o que não queria recordar.».
É notória na personagem uma certa resiliência, uma aceitação de um passado que foi hediondo, e uma consciência de que o mesmo lhe moldará sobremodo a existência, nos anos subsequentes ao cativeiro. Percebe-se, ainda, que, só a aceitação imperativa desse passado, permitirá uma vivência digna, ditosa e, de uma forma muito otimista, até, feliz! «E, depois disto, talvez eu consiga tocar violino novamente.».
Ademais, em E Deus Teve Medo de Ser Homem, Daniel de Sá eterniza um extraordinário paralelo entre a humanidade separada por quase dois milénios.
Valendo-se de uma personagem mística – que afirma ser o próprio Filho de Deus – , o autor produz um relato pautado ora pelo rigor, ora pela ficção, sobre o período de pregação e morte do próprio Jesus Cristo. Se, nessa altura, os romanos foram capazes das maiores crueldades, passados quase dois mil anos, os alemães Nazis não se mostraram mais humanos do que os primeiros; se aqueles não revelaram grande pudor em maltratar, perseguir e, até, crucificar judeus, sem quaisquer evidências que o justificassem, estes mostraram-se completamente impiedosos, frios e inumanos ao assassinarem mais de um milhão de judeus, só em Auschwitz. Uns mataram pela cruz, outros valeram-se dos crematórios!
E Deus Teve Medo de Ser Homem é uma novela absolutamente avassaladora, um retrato cru de dois períodos particularmente negros desta humanidade em evolução. Decorrente da sua leitura, é percetível o grotesco retrocesso civilizacional a que uma mente brilhante, mas completamente perturbada, nos sujeitou, em meados do século passado.
Contudo, e à custa do padecimento brutal de todo um povo, desses já recuperámos, mas, até quando?
A terminar, deixo-vos transcrita a INVOCAÇÃO que o próprio autor nos oferece:
«Nenhum livro fica completo sem o leitor. Dos que já escrevi, este será, sem dúvida, o que mais há-de depender da maneira como for lido para que tenha valido a pena escrevê-lo


*[1] Antunes, Susana L. M. “E Deus Teve Medo de Ser Homem: Memória, Dor e Música em Daniel de Sá.” Rememorando Daniel de Sá: Escritor dos Açores e do Mundo Ver Açor, Lda. Ponta Delgada 2016

Telmo R. Nunes
a 9 de novembro de 2016

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A Vida no Campo, de Joel Neto



Como Torga conseguiu engarrafar o sol que brilha sobre o “rio de oiro”, também Joel Neto conseguiu aprisionar em, “A Vida no Campo”, a essência da ilha, a essência de todo um arquipélago e de tudo isto a que, comummente, designamos por ser ilhéu!


Tal como o fizera em “Arquipélago”, o autor volta a engalanar a ilha. Por ele, e valendo-se da sua escrita – aparentemente simples e escorreita –, a Terceira torna-se ainda mais bela e apetecível:
«Viemos por quatro ou cinco anos e, agora, quatro ou cinco anos não vão bastar.» 

Cada entrada deste diário surge-nos como um retrato pictórico altamente contagiante e esteticamente belo, sem abdicar, jamais, de um realismo e veracidade ímpares, do que será a vivência quotidiana no Lugar dos Dois Caminhos, na ilha Terceira:
 «Se me pedirem para reduzir ao essencial a diferença entre o campo e a cidade, então aí está ela: o efeito que tem em nós uma sirene no horizonte. Na cidade, é apenas mais uma sirene. Aqui, há uma boa hipótese de se tratar de alguém que conhecemos, talvez até de alguém que estimamos.» 

 O seu ato discursivo, verdadeiramente apaixonado e completamente comprometido com a ilha, não deixa de ser revelador do longo êxodo a que o autor se viu sujeito. Dir-se-á que o seu regresso é aqui amplamente festejado, mesmo sem o ser verdadeiramente:
«Mas comê-la [alcatra] na cozinha da infância, servida desta vez não a um filho de visita mas a um filho regressado, foi como começar de novo. Sabia-me a terramotos e a redenção.», ou ainda, «Tornei-me um turista em Lisboa e, de súbito, Lisboa ficou linda.»  

Pela sua capacidade insigne de mapear sentimentos, pela aptidão em transformar casuais reencontros em quadros verdadeiramente afetivos, pela forma como o próprio autor se oferece à ilha – aos seus costumes e tradições –, não será, pois, desacertado afirmar-se que Joel Neto está indelevelmente ligado à sua própria ilha, e ainda bem, arrisco!

Com as devidas cautelas e distanciamentos que a geografia literária impõe, talvez os mais afoitos possam agora afirmar que, com o livro em punho, sair-se da ilha não mais seja a pior forma de nela ficar: poderemos agora levá-la connosco, transportá-la um pouco mais próximo do coração, à distância de uma leitura fugaz, arrebatada e, porque não, apaixonada!

Ao autor, os meus parabéns!
Vale a pena ler autores açorianos!

terça-feira, 21 de junho de 2016

De novo o ProSucesso



A propósito da publicação do Despacho Normativo n.º22/2016 de 17 de Junho de 2016, onde a Secretaria Regional de Educação e Cultura dos Açores regulamenta o programa “Apoio mais – retenção zero”, e porque se considera, uma vez mais, que assim se estão “a preparar cidadãos do século XXI”, reitero o que escrevi em maio de 2015, aquando a discussão pública do Plano Integrado de Promoção do Sucesso Escolar - ProSucesso:


“(…) Enquadrado neste primeiro eixo, os autores partem da premissa de que “As dificuldades de aprendizagem conduzem (…) ao insucesso escolar, à retenção e ao consequente (…) desinteresse por parte dos alunos com desempenhos mais fracos, com o risco de posterior abandono escolar (…) ”, para se concluir que “a retenção per se não é uma estratégia efetiva de intervenção no sentido de melhorar os resultados (…) a retenção não aparenta beneficiar os alunos a nível académico”. Neste sentido, sugere o documento que a retenção seja utilizada apenas em casos extremos. Ao contrário do que se afirma, a retenção pode e deve funcionar como agente dissuasor de comportamentos de risco, como sejam a falta de estudo e/ou comportamentos desviantes dos ditos regulares. Um discente terá de ter sempre presente que, se não cumprir com as suas obrigações, correrá o risco de ficar retido. Não esqueçamos nunca que a função da escola não se esgota na mera transmissão de conteúdos; nela o aluno deverá encontrar mecanismos que possibilitem a sua formação enquanto cidadão cumpridor e responsável, integrado numa sociedade onde terá de assumir todas as consequências dos seus atos. Por conseguinte, refuto por completo o programa “apoio mais – retenção zero”, proposto pelo documento no rol de projetos específicos.(…)”

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Rescaldo presidencial



A propósito das eleições presidenciais, devo confessar que fiquei bastante satisfeito com o epílogo de ontem. Foi uma noite de glória para o recém-eleito Presidente da República.
Marcelo foi, de longe, o melhor candidato entre o magote que se apresentou a sufrágio, e foi isso que dois milhões e meio de portugueses reconheceram nas mesas de voto: ganhou em todos os distritos e será, a partir do próximo mês de março, o Presidente de todos os Portugueses!
Ouvi-lo em pleno discurso de vitória foi também um verdadeiro gáudio, um prenúncio dos bons ventos que por aí nos acercam.
No entanto, não nos devemos esquecer que mais de 50% dos inscritos nos Cadernos Eleitorais virou as costas a mais esta eleição. Tem sido recorrente e, não tenho dúvidas, em breve ‘cairemos no ridículo’… É unânime: não é um exclusivo português. Mas também não há quem mostre vontade de travar este comportamento tão nefasto à vivência democrática. Lamentavelmente, são cada vez mais os cidadãos abstencionistas.
Outra questão que muito me preocupa (e entristece) é a percentagem excessiva alcançada pelas candidaturas que considerei menos aptas ao desempenho do cargo. Algumas, com toda a certeza, representarão casos sérios de estudo para os Sociólogos da nossa praça.
Por outro lado, e a propósito destas pretensões nominais – passe a designação – considero que, nas condições em que se apresentam, dificilmente podem trazer algo de novo ou útil ao debate. Salvo honrosas exceções, como foi o fenómeno de Manuel Alegre, em 2006, apenas atrapalham, causam estorvo e dispersão. Seria o desejável - o cidadão a concorrer per si aos cargos que o regem, poder-me-ão dizer que se trataria da Democracia em pleno funcionamento, mas, do meu ponto de vista, o apoio e/ou a representação partidária ainda continuam a ser fundamentais, mesmo numa eleição presidencial. Por outro lado, e felizmente, o nosso sistema partidário é hoje reconhecidamente vasto e plural, pelo que pouco se justifica a existência de tantos movimentos independentes, tão tímidos e acanhados, como os que disputaram ontem estas eleições.
De resto, alvíssaras, Sr. Presidente Marcelo!

Telmo R. Nunes
a 25 de janeiro de 2016